segunda-feira, 26 de abril de 2010

Eco do futuro





por Felipe Turioni

Considerado o “pai da tese”, o semiólogo e escritor italiano Umberto Eco, em recente entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, argumentou o que seria considerada uma salvação aos livros impressos em meio à profusão digital enfrentada nesse nosso “admirável mundo novo”.

Em tempos de leitores eletrônicos como Ipad e Kindlle, Eco, garantiu que ''eletrônicos duram 10 anos e livros, 5 séculos'', ao falar sobre o lançamento de seu novo livro, escrito em parceria com os bibliófilos Jean-Phillippe de Tonac e Jean-Claude Carrière.

“Não Contem Com o Fim do Livro”, que será lançado pela editora Record, tem a intenção de salvar as obras produzidas há séculos e que garantem a evolução do homem.

Ao ser indagado pelo repórter Ubiratan Brasil se os livros estariam condenados, respondeu: “O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais.”
Com uma biblioteca que beira os 50 mil títulos, Umberto Eco distingue o conteúdo disponível na internet com o dos livros dizendo que “a diferença básica é que uma biblioteca é como a memória humana, cuja função não é apenas a de conservar, mas também a de filtrar.”

Com essa possibilidade, os livros filtram nossa história e garantem nosso futuro.

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